Ó Jesus, que na ternura do teu Coração divino deste o primeiro brado de compaixão pela pobre humanidade que suspira por um guia nos ásperos caminhos do mundo para a luz e para a vida, reveste de justiça os teus sacerdotes para que exultem os teus santos. Tu que conheces todos os corações, mostra quais são os escolhidos, a quem queres confiar o sublie ministério da verdade e do amor.(Indulgência de sete anos cada vez que rezar. Plenária, nas condições comuns, uma vez por mês, recitando diariamente).
Ilumina a sua mente para que conheçam a inestimável graça da tua divina vocação; fortificai a sua vontade para que não se deixem vencer pela tibieza e pelos prazeres; não se acomodem à displicência dos divertimentos; não se afundem nos pantanais velados por nevoeiros da cobiça humana; não tremam diante do sacrifício, mas abram as asas e voem como águias reais para as alturas serenas e radiosas do teu eterno sacerdócio. Revela aos pais quanto é grande e incomparavelmente belo dar-te os próprios filhos, e conceder-lhes a força de vencer os afetos e interesses puramente humanos.
Inspira às almas generosas o desejo eficaz de socorrer caridosamente os teus escolhidos a quem a pobreza impede de seguir a tua voz.
Dá aos educadores as luzes necessárias para cultivarem em seus corações juvenis a delicada planta da sua vocação,
até o dia em que possam subir, ardentes e puros, o teu santo altar.
E então, ó Jesus, sejam eles verdadeiros anjos para o teu povo. Anjos de pureza, que ao teu amor divino posponham todo o outro amor humano, por terno e santo que seja. Anjos de caridade, que renunciem às doçuras da família terrena para formar outra família maior, da qual serão pais e pastores na qual os pequenos, os infelizes, os cansados, os abandonados serão objeto das suas predileções. Anjos de luz, que façam resplandecer uma fé profunda nas inteligências dos homens. Anjos de sacrifício, que como chamas de hoocausto se consumam pelo bem de seus irmãos. Anjos de conselho e de conforto, que os consolem na dor os sustentem nas lutas, e lhes apontem na hora angustiosa da dúvida a senda da virtude e do dever.
Anjos da graça, que purifiquem, elevem e unam as almas distribuindo-lhes o pão da vida. Anjos de paz, que no momento do último suspiro nelas derramem a suavidade inexpremivel do desejo do teu amor, e lhes abram no extase do teu ósculo divino as portas do céu onde tu és a luz e alegria infinita dos corações, por todos os séculos dos séculos. Amém.
No veritatis tem um texto sobre as indulgências, pra quem acha que é "arranjar um pedaço no céu"...

